Eu sou um morador da ZONA OESTE de São Paulo - SP; me situo na divisa entre Vila Sônia e Butantã. Vila Sônia pelo correio e Butantã pelo jornal do bairro.
Apesar de morar ridiculamente perto do CUASO (Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira, a USP Butantã) eu estudo na EACH, mais conhecida como USP LESTE. Ou seja, minha religião é atravessar a cidade diariamente.
Dentre todas as experiências que já vivi dentro do transporte público (sim, eu ando de ônibus desde meus 11 anos) eu me especializei em duas grandes competências.
Uma delas é dormir. (complementando minhas horas de sono)
A outra é escutar a conversa alheia; o assunto deste post é baseado na observação de hoje. Detalhe que é um post SPPM (só pela piada mesmo!). Vamos à história:
Lá estava eu no ônibus, em pé, fingindo que escutava meu MP3 (fingindo pois ele estava desligado)(essa é uma das grandes técnicas que desenvolvi para observar conversas alheias) enquanto uma mulher conversava com o cobrador a respeito de troco. Segue o diálogo:
COBRADOR: - Teve um dia que o cara mandou 4 pessoas passarem e aí veio pagar com uma nota de cinquenta, só que eu não tinha troco. Aí peguei a nota de cinquenta e joguei no cofre, afinal eu não sou obrigado a pagar 4 passagens do meu bolso. O cara ficou puto, perguntando "eagoracomoagentevaifazerpraresolveressaparadaômeu?". Eu mandei ele ir até a garagem retirar seu troco.
MULHER: - Você fez o certo, mas olha, teve um dia que eu dei seis reais para o cobrador, como ele não tinha troco falou pra eu esperar, fui sentar. Quando estava perto do meu ponto eu cheguei pra ele e disse: o meu dinheiro tá aí? Ele respondeu assustado: "isso é um assalto?" rapidamente eu respondi: "o senhor pode ficar tranquilo, eu não sou ladra, mas é que eu vou descer, a menos que a pasagem do ônibus tenha subido para seis reais". E aí o filho da mãe respondeu: "ufa ainda bem! Para descer é só dar o sinal!"
Bjos do lê!
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